World to the West – Review

World to the West é um jogo de aventura 3D, desenvolvido pela Rain Games para o Playstation 4, Xbox One, PC e Nintendo Switch. O jogo é uma sequência de Teslagrad, outro título desenvolvido pelo mesmo estúdio. A versão avaliada é a versão do Nintendo Switch.

O jogo começa contando a história de Lumina, uma teslamante que acaba se teletransportando para outro lugar ao mexer com uma máquina abandonada. O gameplay de World to the West lembra The Legend of Zelda: A Link to the Past, usando uma visão top-down e uma movimentação similar. Apesar de existirem inimigos, o foco do jogo está em resolver puzzles que bloqueiam o acesso à novos lugares.

Além de Lumina, conforme a história avança o jogador ganha o controle de outros três personagens: Knaus, um garoto que usa uma pá; a senhorita Teri, uma aventureira que pode controlar a mente de seus inimigos; e Clonington, um homem musculoso que tem foco em combate. É possível alternar entre esses personagens ao se aproximar de estátuas especiais, o que se torna necessário para resolver os diversos puzzles que o jogo tem para oferecer.

Para resolver os puzzles, o jogador precisa entender a utilidade de cada personagem e usá-los bem quando estiverem disponíveis. Lumina pode atacar com seu cajado, flutuar em plataformas especiais ou teletransportar curtas distâncias; Knaus consegue acessar locais difíceis, seja usando sua pá para cavar túneis subterrâneos ou entrando em buracos pequenos pelas paredes; Teri pode controlar diversos inimigos, cada um com suas próprias habilidades e usos; e Clonington consegue quebrar paredes e derrotar inimigos com facilidade usando sua força.

Os puzzles em sua maioria são fáceis de serem resolvidos, apesar de alguns serem confusos e precisarem de mais tempo para serem compreendidos. Um dos problemas que se pode ter com os puzzles é com a Teri, por exemplo: compreender qual inimigo deve ser controlado e qual habilidade precisa ser utilizada pode travar um pouco o fluxo de exploração e resolução dos puzzles, tornando a experiência chata para quem não descobrir a solução rápido.

A história não é o grande foco do jogo, mas a caracterização dos personagens torna as interações e diálogos divertidos. O personagem que melhor representa isso é Clonington: em cidades, os botões de ação fazem Clonington posar para os seus admiradores. Até mesmo algumas animações de ataque terminam com Clonington fazendo alguma graça, condizente com seu egocentrismo.

Pontos fortes:
– Gameplay sólido: é divertido jogar com os personagens
– Ótima caracterização dos personagens

 

Pontos fracos:
– Sistema monetário quase inutilizado, apesar de existir
– Alguns puzzles são muito chatos

 

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