The Lost Child – Review

Disponível para PlayStation 4, PlayStation Vita e Nintendo Switch, The Lost Child é o novo Dungeon Crawler da Kadokawa Games publicado pela NIS America.

*review feita da versão para PlayStation Vita

Desenvolvido pela Kadokawa Games, The Lost Child conta a história do repórter do oculto Hayato e da anja – anjos têm sexo? – Lua em sua missão de salvar a humanidade da ameaça dos demônios.

Tudo começa com Hayato na estação de trem de Shinjuku, investigando uma série de casos de suicídio que têm ocorrido no local. Após um incidente, ele acaba de posse de uma maleta e é abordado pela anja Lua. A garota lhe conta que ele é o Escolhido de Deus para combater os demônios que atormentam os humanos na terra com ajuda da Gangour, que estava guardada dentro da maleta. Mesmo duvidando da sanidade da garota, Hayato embarca com ela em uma aventura para combater demônios, e descobrir qual realmente seria a missão do escolhido.

The Lost Child é um jogo de RPG Dungeon Crawler. A história do jogo é contada através de capítulos e dividida em duas modalidades de jogo. A parte de investigação, onde você visita lojas, termas, escritório da revista para qual trabalha, e outras localidades do Japão representadas no jogo, é jogada como se fosse uma Visual Novel. Você pode escolher com quais personagens falar, e em determinados momentos poderá realizar escolhas que influenciarão no tipo de karma que receberá.

A parte RPG Dungeon Crawler do jogo fica para a exploração das fases. Aqui, as dungeons são chamadas de layers, e são encontradas em diversas localidades espalhadas pelo Japão mas que só podem ser acessadas por anjos, demônios e o Escolhido. Dentro dos layers o jogo toma uma visão em primeira pessoa, e toda a exploração é realizada assim

As batalhas do jogo são por turno em primeira pessoa. Sua party é composta por no máximo 5 integrantes titulares, e mais 6 de reserva. Com exceção de Hayato e Lua, todos os outros titulares podem ser substituídos pelos reservas dentro das lutas, a qualquer momento contanto que o reserva esteja purificado. Ao final de cada batalha, Hayato e Lua recebem pontos de experiência, além de karma, que varia de acordo com o tipo de inimigo que você derrotou.

Os karmas são divididos em 3 grupos, good, dual e evil e uma de suas funções é a de evoluir os Astrals. Astrals são os inimigos do jogo, e que podem ser capturados por Hayato graças a gangour, uma arma especial feita pelo céu, e que somente pode ser usada pelo Escolhido. Para capturar um Astral, se pode tanto enfraquecer o mesmo, e escolher a ação Astral Burst durante uma batalha, ou se pode aproveitar da barra que fica no canto superior da tela e que enche conforme sua party ataca os inimigos. Quanto mais próxima de completa a barra esteja, mais forte será o disparo da gangour. Porém, caso a barra se encha por completo sem que o disparo seja realizado, a arma superaquece e por alguns turnos, você ficará incapacitado de utilizar o Astral Burst, e em determinados momentos esta espera pelo resfriamento pode ser crucial uma vez que a Astral Burst quando não captura o inimigo, causa um dano considerável nele -muito efetivo contra os chefes.

Cada Astral possui um nível máximo ao qual pode ser evoluído. Uma vez que o Astral atinja esse nível ele pode evoluir. Para isso, o jogador se utiliza da opção de EVILve que um NPC do jogo oferece. Cada vez que um Astral EVILve, ele além de receber uma nova habilidade também retorna para o nível 1, e seu nível máximo aumenta. Assim, torna-se cada vez mais demorado o processo de evolução do Astral. Cada Astral pode realizar o processo de EVILve duas vezes e a cada nova evolução, seus atributos de base serão superiores aos atributos de base da evolução anterior. O jogo possui mais 100 Astrals para serem capturados e evoluídos.

A outra função do karma é a de te ressuscitar ao morrer em batalha. Sempre que Hayato cai em batalha, é game over independente do restante da party estar viva ou não. Porém ao invés de ir direto para a tela de game over, ou de load game, em The Lost Child o jogador é abordado pela Keziah Mason. Ela oferecerá três opções ao jogador. Pagar uma quantia de dinheiro para retornar ao inicio da batalha, pagar uma quantia de karma e retornar antes da batalha ou ir direto para o inferno. Caso o jogador escolha a última opção, é game over.

Os gráficos do jogo são um tanto quanto inconstantes. Os layers são todos em 3D, porém, as texturas são em baixíssima resolução, além da movimentação dentro dos layers ser bem robótica, tanto andando para frente quando girando. A movimentação não tem nada de fluída. Já nas partes de investigação, a arte 2D do jogo é linda. O design dos personagens é no melhor estilo anime. E durante o jogo ainda temos sequencias totalmente animadas belíssimas! O que só reforça a discrepância dos gráficos dos layers.

As músicas do jogo não são muito memoráveis, e por vezes me peguei jogando somente com sons ambiente sem nenhum tipo de trilha. Até a próxima batalha começar e a música do layer voltar, e isso não influenciou em nada a experiência. A dublagem segue o padrão norte americano de dublagem de anime, ou seja, para os que gostam é um prato cheio enquanto para os que não gostam existe a opção de jogar com o áudio em japonês.

Os gráficos em 3D de baixa resolução em conjunto das artes em alta qualidade em 2D, já são o suficiente para manter os não amantes dos Dungeon Crawler longe de The Lost Child visto que a apresentação visual do mesmo gera estranheza. Aliado às mecânicas com mais variáveis a serem consideradas a cada uso do que deveriam ter, e uma parte sonora não sendo nada memorável, The Lost Child não atrairá nenhum novo fã para o gênero. O que é uma pena, pois há muito potencial aqui.

 

previous arrow
next arrow
Slider

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

WordPress Lightbox Plugin
Pular para a barra de ferramentas